ESPELHO DE ALICE
Um dia tive um sonho
Cavalo solto, crinas ao vento
Luz de luar, lua de sangrar
A guiar-me trôpegos os pés
Bosques meus, tendas minhas
Escudo de Perseu oblíquo
Noite travestida de sol
Bocas em notas noturnas
Espelho invertido de Alice
Quem vem me buscar?
Seqüestrei-me do sonho
Crime inafiançável, hediondo
Forasteiro de além-Pátria
Busquei-me entre espelhos
Sem me encontrar em nenhum,
Estilhaços de mente-cuore
Cinzas de amor destratado
E já me tardo na dor
Vazio de bocas e vozes
Bar aberto - copos vazios
Peitos outrora plenos e meus
Hoje negro e frio acepipe.
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
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Um comentário:
Rita, identifiquei-me e muito com seu poema. Lindo! Tantas referências e imagens, senti-me desnudado por seus versos. E os espelhos...
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